terça-feira, 16 de julho de 2013

Correr com... Under Armour Charge RC II


Os Charge RC II têm sido os meus amigos inseparáveis nestas últimas semanas e confesso que para eles não deve ter sido fácil, pois andar a aguentar com alguns quilos em cima, em dias a rondar os 40 graus e numa panóplia de quilómetros que incluíram corridas curtas, longas e algumas séries, não é para qualquer um.

Pois é, chegou então a hora de falar um pouco da experiência de usar os Charge RC II da Under Armour, um modelo de topo concebido para corredores neutros ou ligeiramente pronadores, que conquista pelo design e cores desde o momento em que se abre a caixa, mas que me deixou com algumas dúvidas quando percebi que a parte superior dos ténis é composta por duas peças distintas, que se unem quase exclusivamente quando são apertadas com os atacadores e que  trazem uma língua perfurada e com alguma espessura que à primeira vista me pareceu incómoda. Primeiras questões, funcionam estas duas soluções?



Funcionam. Em relação à construção bífida, é apenas necessário encontrar o ajuste dos atacadores adequado, mas tirando esse detalhe tudo funciona perfeitamente envolvendo o pé como um todo e permitindo uma elevada flexibilidade. Relativamente à língua perfurada em MPZ, tenho a dizer que funciona muito bem, pois em dias de calor como os que tiveram nestas semanas, foi notório o conforto e a respirabilidade que senti na zona do metatarso.

Este modelo algo minimalista, possui uma anatomia desenhada para imprimir alguma velocidade e isso sente-se logo nos primeiros metros, com a geometria da espuma Micro G a fazer o seu trabalho através de uma boa reação e retorno da energia colocada na passada.



Para além destes detalhes que merecem destaque, os Charge RC II trazem ainda a tecnologia Heatgear de elevada respirabilidade na zona superior, aplicação de “espuma de memória” micro perfurada 4D Foam para o amortecimento e conforto no interior do sapato e sola EVA com ótima tração.
Fica uma recomendação para uma compra meio número ou mesmo um número abaixo do habitual, pois a forma parece-me um pouco maior que o normal.


E agora que o calor parece ter tirado férias, ainda não é desta que vou dar descanso aos Charge RC, pois terão que me acompanhar em mais alguns quilómetros!

Preço: 135€  I  Peso: 227grs.  I  Drop: 6mm

Apesar dos modelos apresentados serem experimentados com alguma exaustão, não se pretende fazer um teste laboratorial, mas apenas relatar a experiência de utilizador, ajudando quem lê o artigo a ter uma perceção do modelo exposto, para além do que normalmente vem descrito na ficha técnica.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Carlos Sá vs. Badwater


 Carlos Sá a treinar no percurso da Badwater

Hidratação é a palavra de ordem

 Dean Karnazes quando participou na Badwater

É hoje que Carlos Sá vai participar na Badwater, uma das ultramaratonas mais difíceis do mundo e que o ultramaratonista, para além do primeiro objetivo que é o de terminar a prova, vai tentar conseguir acabá-la em cerca de 24 horas o que o obrigará a correr a um ritmo de 12 ou 13 quilómetros por hora sempre que o terreno o permita, numa etapa única de 217 quilómetros. O atual recorde é de 22h51m29s, realizado pelo brasileiro Valmir Nunes em 2007.

A prova deste ano, que começa hoje e vai até 17 de julho, conta com 97 participantes (só se participa por convite), 22 nacionalidades e com temperaturas que poderão ultrapassar os 50 graus e atingir os 70 graus no alcatrão. O desafio começa na baía de Badwater com 86 metros abaixo do nível do mar e acaba em 4 421 metros de altitude, em Monte Whitney, o ponto mais alto dos Estados Unidos. Outros dados curiosos desta prova são as idades dos participantes, sendo que o mais velho participante até à data foi o inglês Jack Denness com 75 anos e o mais novo o norte americano Nickademus Hollon de 19 anos, mas o corredor mais velho a cortar a meta em menos de 48 horas foi o norte americano Arthur Webb, de 70 anos com o fabuloso tempo de 33h45.

Para participar nesta prova, Carlos Sá conta com uma operação logística, de outra forma seria impossível, que incluí uma carrinha que o acompanha com um médico, com amigos que o irão alimentar e refrescar, com arcas com gelo e com roupa especialmente concebida pela Berg e que consegue baixar em cerca de 10 graus a temperatura corporal com o contacto com a humidade e o suor.

Vamos aguardar e ver o que nos reserva desta vez o “nosso” grande ultramaratonista.

Coragem e boa sorte!

sábado, 13 de julho de 2013

New Balance para fãs do Tour!




Se és fã de corrida, de ciclismo, do Tour, da Garmin, ou da New Balance vais gostar desta edição limitada!

Com o Tour em plena atividade, a New Balance lançou os Team Garmin-Sharp 890v3, os ténis oficiais da equipa de ciclismo com o mesmo nome. Para corredores neutros na passada, os Team Garmin-Sharp apresentam, para além das cores da equipa, uma mistura impecável de materiais respiráveis e flexíveis na parte superior, espumas e solas intermédias leves e ágeis, um ajuste simples e eficaz, nuns ténis de corrida de grande classe e desempenho.

O principal destaque vai para a entressola de tecnologia Revlite e Abzorb que atuam na proteção, leveza e performance destes sapatos e um drop de 8mm adequado para corredores mais rápidos ou ainda pouco dados aos modelos mais minimalistas.

Preço: Cerca de 85,00€ (versão apenas disponível online)
Peso: 271 gr.  I  Drop: 8mm

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Ladies first: Under Armour Get Set Go





Estes modelo de topo concebido pela Under Armour, não só oferece cores e padrões para que possas compor o teu look, como um ajuste eficaz, elegante e aerodinâmico de maneira a não comprometer a tua performance. 

O tecido técnico de maior durabilidade, respirabilidade e anti bacteriano, mais uma ampla cintura de malha macia proporciona-te ainda um elevado conforto durante a corrida. Estes calções contemplam ainda um pequeno bolso para que possas guardar e transportar pequenos objetos e elementos refletores visíveis em todos os ângulos para zonas de menor luminosidade.

Preço: 45,45€

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Espelho meu… que tipo de passada tenho eu?

Podemos começar precisamente por utilizar um espelho para percebermos de forma simples que tipo de passada temos. Se tivermos os pés húmidos e pisarmos um espelho, ou mesmo o ladrilho do chão da nossa casa de banho, criamos uma silhueta do nosso pé a fazer pressão no chão, que nos permite identificar se somos neutros, pronadores ou supinadores. Mas afinal, o que é isso?



Neutros
A grande maioria dos corredores tem uma passada neutra (biomecanicamente eficiente), ou seja, pisa o chão de forma equilibrada, começando pela parte exterior do calcanhar, vai rodando o pé para dentro até atingir a horizontalidade e deixa o solo com os dedos centrais.

Apesar de ser o tipo de passada com menos riscos de lesão, aconselha-se ténis com algum amortecimento e estabilidade.

Pronadores
A passada pronadora ou plana, ataca o solo com o calcanhar de forma natural, mas durante a passada roda o pé para dentro alguns graus a mais (4o a 5o) do que os corredores neutros e sai  com os dois primeiros dedos interiores do pé. Este tipo de passada tende a fazer rodar os ossos da perna para dentro retirando alguma estabilidade.

As lesões mais comuns nos corredores com este tipo de passada são a fascite plantar, lesão no tendão de Aquiles e a periostite, pelo que é importante fazeres alguma correção com ténis de grande estabilidade que tenham zonas rígidas que impeçam a pronação do pé.

Supinadores
A menor fatia de corredores vai para os supinadores, que perdem na capacidade de amortecimento mas ganham na propulsão. São os corredores que têm normalmente o arco do pé muito elevado e que apesar de atacarem o solo de forma normal, executam pouca rotação durante o movimento e saem com os primeiros dedos exteriores.

Devido à pouca capacidade de amortecimento, os supinadores não só devem utilizar ténis com elevada capacidade de amortecimento como devem ter algum cuidado com as dores musculares, fraturas de stress e síndrome da banda iliotibial.

Para além desta forma simples de perceber o tipo de passada, existem outros fatores que influenciam a posição dos teus pés, como o peso, as longas distâncias ou o piso onde habitualmente treinas, pelo que se pretendes conhecer a tua passada em detalhe e escolher um modelo de ténis adequado às tuas características, lojas como a Sportzone, Pro Runner ou El Corte Inglés, disponibilizam um teste chamado Análise da Passada.



A Era Boost: Coleção Adidas Outono/Inverno:


Fomos convidados para conhecer a nova coleção Outono/Inverno da Adidas, e o que tenho a dizer é que ninguém fica de fora. Não acreditam? Então comecem a ler.

Muita cor, muita tecnologia, uma variedade imensa de soluções, Boost, Boost, Boost, modelos com maior suporte para a passada, modelos para quem “ataca” o solo com o calcanhar, supinadores, pronadores, Boost, Boost, Boost, para treino, para competição, para trail, mais caros, mais baratos, de transição, Boost, Boost, Boost, minimalistas, híper-minimalistas, five fingers, roupa tecnologicamente evoluída, pedras preciosas nos tecidos, um cheirinho à coleção primavera/verão do próximo ano, uma experimentadela nos exclusivos Springblade, Boost, Boost, Boost… bem, vamos por partes que já tenho a cabeça a explodir.

Os novos Boost

Os modelos minimalistas

Os modelos de Trail

Vamos começar pela tecnologia Boost, a tecnologia revolucionária da Adidas, que veio para ficar após o sucesso alcançado na anterior coleção, com uma enorme procura por parte dos corredores num mundo super-competitivo como é o do desenvolvimento tecnológico no desporto, o que levou a marca a estender a oferta a outros modelos desta nova coleção, como os Adistar, Sonic ou Adios Boost.

Os Energy Boost desmontados

Mas afinal o que é a tecnologia Boost e qual a vantagem em relação à “velhinha” EVA utilizada na maioria dos ténis existentes. A espuma elástica EVA (Acetato de Vinil Etileno) colocada na entressola tem o objetivo de absorver o impacto de cada passada e utilizar essa energia armazenada para impulsionar a passada seguinte, traduzindo essa ação em mais velocidade e mais resistência. O objetivo da tecnologia Boost (desenvolvida com a BASF) é exatamente o mesmo, só que com resultados e materiais diferentes. Cada entressola Boost (poliuretano termoplástico super-elástico) contém cerca de 2500 “cápsulas de energia” comprimidas entre si e que lhe dá um especto de esferovite tosco. Acontece que essas cápsulas, se analisadas e comprimidas individualmente regressam sempre à sua forma original sem perderem propriedades mesmo em temperaturas mais elevadas ou mais baixas, ou seja, se multiplicarmos então cada cápsula por um conjunto de 2500, imaginem a capacidade de amortecimento e impulso que é conseguido (ver vídeo).

Há muito mais por dizer desta nova coleção e ao longo das próximas semanas, em que a nova coleção vai chegando às lojas, vamos falando acerca das restantes novidades.

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